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Karl Marx influenciado pelo PIG sobre Simón Bolívar?

Ninguém sabe com 100% de certeza o que aconteceu na História. Já se disse que ela é sempre aquela contada pelos vencedores. Em geral, os poderosos e sua mídia ... (ler +)

O Globo desmente Ali Kamel: Brasil é racista, sim

Muita gente acha que Ali Kamel é o bambambam das Organizações Globo. Mas, como já afirmei aqui, ele é apenas um empregado ... ( ler +)

Governo Obama resolve enfrentar mídia porcorativa de lá

Governos da Venezuela, Equador, Bolívia e agora também da Argentina peitam a mídia porcorativa. Agora chegou a vez dos EUA ... (ler +)

Beatles: Todas as músicas num só lugar

Escolha uma, ouça, assista ao clipe, cante junto com a letra ao lado. ... ( ler +)

Postagem permanente, especial para os fãs do Beatles.
Como nós.


Efeito Orloff: Que bom seria se o Brasil fosse a Argentina amanhã

Nos anos 80, um famoso comercial de TV da vodka Orloff dizia “Eu sou você amanhã”. Virou moda falar que o Brasil era assim, em relação à Argentina, pois, o que ocorria lá, em seguida acontecia aqui ... (ler +)

10% dos brasileiros já assistem à TV Brasil e 80% aprovam sua programação

É o que mostra pesquisa do Datafolha, com mais de 5 mil entrevistas em todo o Brasil ... ( ler +)

11/09: Professor encara PIG americano e denuncia mídia manipuladora e golpista

Já postei este vídeo aqui, mas de vez em quando o exibo novamente. Porque é sensacional. Imperdível ... ( ler +)


terça-feira, 10 de novembro de 2009

PIG faz mal à saúde das empresas, descobrem Samsung e LG

A imagem aí de cima é uma reprodução de um box publicado no Globo de sábado. Mostra o tremendo prejuízo que grandes empresas estão amargando por apostarem na crise propagada pelo PIG e seus colunistas (todos eles ainda recebendo milhares de reais para darem palestras para executivos país afora).

O box foi encaixado numa reporcagem sobre a movimento recorde de venda de televisores de LCD no país. A Samsung já se conforma: não vai conseguir atender de 30% a 35% das encomendas. A LG, de 20% a 25%. Imagine o quanto isso representa de prejuízo.

Já a Philips afirma que está tudo OK. Porque “houve prioridade para os mercados emergentes”. Ou seja, eles acreditaram no país, e que a crise seria uma marolinha, como afirmou o presidente, ridicularizado pelo PIG.

No entanto, reparem que o título de O Globo ainda continua brigando com a matéria: Modelos em falta por causa da crise. Errado. O correto é: Modelos em falta porque não houve crise.

Como a Carolina da canção de Chico, o PIG continua mirando um público cada vez menor e um mundo cada vez mais ultrapassado pela realidade, enquanto o tempo passa na janela e só Carolina não vê.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ride, ridentes!

Este poema, do russo Victor Vladimirovitch Khliebnikov, transcriado por Haroldo de Campos, publico em homenagem a todos aqueles que riem não para expressar alegria ou felicidade, não para demonstrar paz de espírito ou tranquilidade, mas riem do humor chulé, preconceituoso, aqueles que riem dos que não sabem falar “corretamente” o português, os que riem dos bêbados, dos loucos, dos mendigos, e riem também dos que não seguram os talheres da forma tal, ou não usam a roupa que seria “correta”; aqueles que mentem, manipulam as notícias, reclamam do Bolsa Família e das cotas, enquanto sorridentes bebem vinhos de milhares de reais e comem trufas brancas; os que brindam aos trabalhadores escravos de suas fazendas e ao novo rolar de suas dívidas bilionárias; aqueles que acham que têm uma certa superioridade e por isso sorriem suas prosperidades, enquanto o mundo desaba a seus pés, vagarosamente. Sorriam, e leiam:

Encantação pelo riso

Ride, ridentes!
Derride, derridentes!
Risonhai aos risos, rimente risandai!
Derride sorrimente!
Risos sobrerrisos – risadas de sorrideiros risores!
Hílare esrir, risos de sobrerridores riseiros!
Sorrisonhos, risonhos,
Sorride, ridiculai, risando, risantes,
Hilariando, riando,
Ride, ridentes!
Derride, derridentes!

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Karl Marx influenciado pelo PIG sobre Simón Bolívar?

Ninguém sabe com 100% de certeza o que aconteceu na História. Já se disse que ela é sempre aquela contada pelos vencedores. Em geral, os poderosos e sua mídia (o PIG através dos tempos), que só são contestados com relevância agora, com o surgimento da internet.

Li um artigo de Paulo Guedes em O Globo hoje e fiquei com a impressão de que Karl Marx se deixou levar pelo eurocentrismo e acreditou nas informações da imprensa espanhola, que desenhou Simón Bolívar como um covarde, traidor:

Seu biógrafo, Karl Marx, admitiu numa carta a Engels que “seria ultrapassar todos os limites querer apresentar como um novo Napoleão o mais covarde, brutal e miserável dos canalhas”.

Curioso é que essa versão de Marx não é corroborada nem pela imprensa antichavista e, portanto, antibolivariana. Criticam Chávez, Evo, Corrêa e até o casal Kirchner, mas Bolívar é preservado.

Será que Karl Marx comprou a versão do PIG da época ignorando completamente o materialismo histórico?

Leia o artigo completo de Paulo Guedes:

Raízes do socialismo bolivariano

Simón Bolívar nasceu em Caracas em 24 de julho de 1783, filho de uma família da nobreza crioula da Venezuela.

De acordo com os costumes dos americanos ricos da época, foi mandado para a Europa aos 14 anos de idade. Esteve presente na coroação de Napoleão Bonaparte como imperador, em 1804. Tenho simpatia pela figura histórica de Simón Bolívar, o Libertador. Compreendo a impaciência de Hugo Chávez com uma elite política corrupta, incompetente e sem consideração pela miséria dos povos latinoamericanos. Compreendo também sua solidariedade com os países vizinhos. Mas temo que o socialismo bolivariano se torne mais uma tragédia de reengenharia social para o círculo de influência chavista.

E também uma guerra expiatória desse fracasso contra países que não aderirem, como a Colômbia.

Prossegue o biógrafo: “No comando de Puerto Cabello, a mais sólida fortaleza da Venezuela, Bolívar dispunha de uma guarnição numerosa e grande quantidade de munição. Mas, quando os prisioneiros espanhóis se rebelaram, apesar de desarmados, Bolívar partiu precipitadamente durante a noite com seus oficiais. Ao tomar conhecimento da fuga de seu comandante, a guarnição retirou-se do local.

A balança pendeu em favor da Espanha, obrigando o general Miranda, comandante supremo das forças insurgentes, a assinar o Tratado de La Victoria, devolvendo a Venezuela ao controle espanhol. Miranda tentaria embarcar em La Guaira num navio inglês, mas foi convencido por Bolívar a ficar pelo menos uma noite no local. Às 2 horas da madrugada, com Bolívar à frente, soldados armados apoderaramse da espada e da pistola de Miranda e lhe ordenaram que se levantasse e se vestisse. Puseramno a ferro e o entregaram aos espanhóis. Despachado para Cádiz, na Espanha, Miranda morreu acorrentado, após alguns anos de cativeiro.” “

Em direção a Valência, Bolívar deparou com o general espanhol Morales à frente de 200 soldados e cem milicianos. Ao ver dispersada sua guarda, Bolívar fez meia-volta com seu cavalo, fugiu a toda velocidade, passou por um vilarejo num galope desabalado, chegou à baía próxima e embarcou, ordenando a toda a esquadra que o seguisse e deixando seus companheiros em terra privados de qualquer auxílio.

Piar, homem de cor, general conquistador das Guianas, que ameaçara levar Bolívar à corte marcial por deserção e covardia, não poupava de ironias o “Napoleão das Retiradas”.

Bolívar aprovou um plano para se livrar dele. Sob falsas acusações de ter conspirado contra brancos, planejado um atentado contra Bolívar e aspirado ao poder supremo, Piar foi levado a julgamento por um conselho de guerra, condenado à morte e fuzilado em 16 de outubro de 1817. Seu biógrafo, Karl Marx, admitiu numa carta a Engels que “seria ultrapassar todos os limites querer apresentar como um novo Napoleão o mais covarde, brutal e miserável dos canalhas”.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Globo desmente Ali Kamel: Brasil é racista, sim

Muita gente acha que Ali Kamel é o bambambam das Organizações Globo. Mas, como já afirmei aqui, ele é apenas um empregado. Não é ele quem dita as regras, mas sim a família Marinho. Ele é a bola da vez, o cara que representa (na verdade, o escudo) tudo aquilo que os Marinho (e seus pares – Mesquita, Civita, Frias) pensam.

Esta semana, O Globo publicou uma reportagem que desmonta todo o raciocínio de Kamel (e também de seu alter-ego, Magnoli) de que no Brasil não há racismo.

Sob título “Mulheres e minorias para trás”, o repórter Gilberto Scofield Jr. mostra que a tese de que não há racismo no Brasil é conto da Carochinha e que o Brasil é racista, sim.

A reportagem saiu na segunda-feira. Mas deveria, por sua importância, ter saído no domingo. Essa já é uma rendição aos desejos da famiglia.

Se isso não bastasse, para tentar diminuir o impacto da revelação de que somos um país racista, o foco da reportagem foi a discriminação de gênero (mulheres ganham menos do que homens) e não a de raça (indígenas e negros ganham menos do que brancos), mesmo, como afirma o texto, “considerando grupos com a mesma idade e nível de instrução”.

Ainda para tentar manter de pé a tese de que não somos racistas, o repórter coloca no final da matéria a afirmação de que o fator decisivo é a educação. Só que, contraditoriamente, no corpo da matéria ele afirma que mulheres recebem menos do que homens, “a despeito de as mulheres serem mais instruídas”.

Afinal, a educação é ou não fator fundamental para explicar a disparidade salarial? Num momento (o de gênero), eles afirmam que não. Em outro (de raça), que sim.

No fundo, é a velha manipulação, que vem sendo denunciada pela blogosfera. O Globo, a Veja, o Estadão, a Folha publicam para seus pares, enquanto o mundo ao redor se desmancha como bolhas de sabão.

Leia a íntegra da reportagem:

Mulheres e minorias para trás

Brasil é um dos países com maior disparidade salarial da América Latina, diz BID

Gilberto Scofield Jr.

A falta de projetos educacionais com foco em mulheres e minorias, especialmente entre os mais pobres, além da discriminação pura e simples, colocam o Brasil na incômoda posição de um dos mais desiguais da América Latina se levadas em consideração as defasagens salariais de gênero e entre brancos e outras raças/minorias, diz estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao qual o GLOBO teve acesso com exclusividade e que será divulgado hoje.

No Brasil, as mulheres ganham, em média, 29,7% menos do que os homens, a maior diferença encontrada entre os 18 países avaliados pelo BID e quase o dobro da média da região (17,2%). A defasagem salarial por raça no Brasil é ainda maior, de 30%, e também a mais gritante entre as nações que estão no estudo do BID.

O relatório, intitulado “Novo século, velhas disparidades: diferenças salariais entre gêneros e etnias na América Latina”, preparado pelos economistas Hugo Ñopo, Juan Pablo Atal e Natalia Winder, mostra que, na média da região, negros e indígenas ganham 28% a menos que os trabalhadores brancos, enquanto homens ganham 17,2% a mais que mulheres. Isso considerando grupos com a mesma idade e nível de instrução.

— A desigualdade salarial por gênero não chega a ser um problema grave em países desenvolvidos da Europa ou nos Estados Unidos, mas é uma realidade grave no Oriente Médio e, num segundo patamar, na América Latina, que é uma das regiões mais desiguais, do ponto de vista econômico, do mundo. O Brasil não tem tantas etnias diferentes como as 21 da Guatemala, mas, nem por isso, é menos desigual quando comparamos a remuneração de brancos com negros e descendentes de índios — comenta o economista Hugo Ñopo.

Diferença é maior no topo da pirâmide

O modelo de comparação salarial foi criado por Ñopo há sete anos, mas os dados dos 18 países latino-americanos envolvidos na pesquisa começaram a ser cruzados efetivamente há dois anos e tomaram como base, no Brasil, a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) e levantamentos semelhantes em outros países.

O relatório mostra que a defasagem salarial por gênero é alta, a despeito de as mulheres serem mais instruídas. As trabalhadoras têm, em média, 0,8 ano a mais de estudo do que os homens na América Latina, o que não impede que elas recebam bem menos mesmo em cargos semelhantes.

A defasagem salarial por gênero também é mais alta entre trabalhadores autônomos, em comparação com os que mantêm vínculos empregatícios formais nas empresas. A autonomia, dizem, é um ponto positivo e negativo neste caso. É bom porque dá flexibilidade para as mulheres dedicarem mais tempo aos filhos, mas, sem o apoio do parceiro, é também uma forma de afastá-las do mercado de trabalho, reduzindo sua renda.

No caso das etnias e raças, o BID incluiu no estudo apenas sete países onde havia informações étnicas disponíveis em suas pesquisas domiciliares: Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guatemala, Peru e Paraguai. Segundo as estatísticas, há entre 28 milhões e 34 milhões de indígenas na América Latina (cerca de 10% da população) e, em todos os países, este grupo representa a maior fatia entre os pobres e miseráveis, apesar de todos os avanços sociais dos últimos anos.

Porém, curiosamente, as maiores diferenças salariais estão nos extremos da distribuição de renda, ou seja, entre os maiores e menores salários. E entre os homens, os mais velhos e os moradores de áreas rurais. O Equador é o país com menor diferença salarial: apenas 4%.

De certo modo, o estudo do BID evidencia, dentro dos países latino-americanos, o mesmo padrão de uso de mão de obra de minorias de países desenvolvidos. Esses trabalhadores estão empregados em ocupações de baixos salários. O que os economistas chamam de “segregação ocupacional” permeia o mercado de trabalho latino-americano, onde as minorias estão em posições de chefia ou de empregadores, que recebem os maiores salários.

— No caso de raça e etnia, o diferencial é notadamente a educação. E o que se diz aqui é a qualidade da educação, porque a má qualidade educacional das minorias, uma fatia da população mais pobre, dá a negros e índios menos condições de competir no mercado de trabalho — explica Ñopo.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Governo Obama resolve enfrentar mídia porcorativa de lá

Governos da Venezuela, Equador, Bolívia e agora também da Argentina peitam a mídia porcorativa, aquela que manipula, mente, mascara, esconde, sabota governos democraticamente eleitos. Nossa mídia porcorativa tupiniquim, com seus colunistas e blogueiros de aluguel, diz que isso é coisa de gente atrasada, paisecos de terceiro mundo que seguem o ditador Chávez.

Quero ver agora como vão chamar o governo dos EUA, a maior potência do mundo, o paradigma da democracia para eles, já que o governo Obama também resolveu enfrentar a mídia porcorativa de lá. É o que li no Vi o Mundo, do Azenha, que é leitura obrigatória para quem quer se manter bem informado:

A generala dessa guerra é Anita Dunn, 51, veterana estrategista de campanhas eleitorais, que chegou em maio à Casa Branca. Dunn é um dos grandes nomes das campanhas dos Democratas desde o final dos anos 80 e, nesses meses, foi ela quem montou a nova estratégia de respostas rápidas. Na Casa Branca, converteu-se em leitora aplicada de todos os jornais mais conservadores e crítica ferocíssima da rede Fox News, comandando o movimento para impedir que funcionários do governo (inclusive Obama) deem entrevistas ou façam declarações àquela rede.

"Trata-se de opinião partidarizada, travestida de noticiário e de jornalismo" – diz Dunn. "Eles ainda estão com bons números de audiência, mas estamos nos movimentando e não vamos perder essa." (leia a íntegra aqui).

E agora, será que os EUA também estão sob influência de Chávez?

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